19/06/2012

A felicidade é frágil e volátil


O destino dos seres humanos é feito de momentos felizes e não de épocas felizes

A FELICIDADE É FRÁGIL E VOLÁTIL, pois só é possível senti-la em certos momentos. 
Na verdade, se pudéssemos vivenciá-la de forma ininterrupta, ela perderia o valor,
 uma vez que só percebemos que somos felizes por comparação.

Após uma semana de céu nublado, um dia de sol nos parece um milagre da Criação. Do mesmo modo, a alegria aparenta ser mais intensa quando atravessamos um período de tristeza. 
Os dois sentimentos se complementam, pois, da mesma forma que a melancolia não é eterna, 
não poderíamos suportar 100 anos de felicidade.

Imaginar que temos obrigação de ser felizes o tempo todo e em todo lugar é um grande fator de estresse na sociedade moderna. A negação da tristeza dispara o consumo de antidepressivos e a busca de psicoterapias e nos leva a adquirir coisas de que não precisamos. 
Não exibir um sorriso permanente parece ser motivo de vergonha.

Contra essa perspectiva falsa e infantil, Nietzsche nos lembra que a felicidade vem em lampejos e que tentar fazer com que ela dure para sempre é aniquilar esses lampejos 
que nos ajudam a seguir em frente no longo e tortuoso caminho da vida.

Trecho de Nietzsche para Estressados, de Allan Percy

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